No dia 15 de julho de 1870, o Parlamento francês, eleito no ano anterior, votou favoravelmente a legislação que, 4 dias mais tarde, permitiu à França declarar guerra à Prússia.
Estávamos em pleno Segundo Império. Vinte anos antes, Charles Louis Napoléon Bonaparte, sobrinho e herdeiro de Napoleão I, tinha sido eleito Presidente da França, no dealbar da Segunda República, em dezembro de 1848, concentrando a extraordinária legitimidade de ser o primeiro chefe de estado francês eleito por sufrágio universal (masculino) e, simultaneamente, o herdeiro de Napoleão, ou seja: reunia na sua pessoa os princípios republicanos e a hereditariedade monárquica.
A Segunda República francesa e a presidência de Charles Louis, a partir de dezembro de 1848, ficariam marcadas por uma grande agitação política, emanada das diferentes fações (orleanistas, legitimistas e outras) que se confrontavam e a que davam expressão os deputados da Assembleia Nacional.
Por outro lado, a Constituição da Segunda República, promulgada na véspera da eleição de 1848, estabelecia o princípio do mandato único, impedindo o presidente de vir a recandidatar-se quatro anos mais tarde, em finais de 1852. Antecipando a questão, o governo chega a propor à Assembleia uma revisão constitucional com o propósito de um alargamento extraordinário do mandato presidencial, a possibilidade de reeleição e a reinstituição do sufrágio universal, entretanto revogado pela lei eleitoral de 1850.
A ideia é acolhida com hostilidade, num primeiro momento, mas, aos poucos, vai sendo tolerada pelos deputados, tendo em conta o apoio popular ao presidente. A verdade, no entanto, é que esta reforma constitucional não chega a passar na Assembleia, ficando os votos favoráveis aquém dos três quartos necessários à sua aprovação. O mandato presidencial deveria terminar em finais de 1852 e Charles Louis via-lhe juridicamente vedada a possibilidade de reeleição.
Fracassada a ideia de uma revisão constitucional, naquele terceiro ano da Segunda República, o presidente tenta persuadir a Assembleia a votar uma nova lei eleitoral, o que provoca a demissão de uma série de ministros e a formação de um novo governo que rapidamente se empenha em reforçar os vínculos de lealdade do exército e das forças de segurança. Por seu lado, a Assembleia arrisca uma iniciativa legislativa que, na prática, colocaria o exército às suas ordens, ultrapassando o governo e o presidente. Com isto, provoca a ira de Charles Louis, que se convence da necessidade inadiável de um golpe de Estado – um golpe que deveria ter lugar no simbólico dia 2 de dezembro, duplo aniversário da coroação de Napoleão I, em 1804, e da vitória na Batalha de Austerlitz, em 1805.
O golpe deflagra na noite de 1 para 2 de dezembro daquele ano de 1851, com o exército a ocupar uma série de locais-chave na capital francesa, interditando grande parte da imprensa republicana e procedendo à prisão de dezenas de pessoas, entre as quais uma série de deputados e homens políticos. Muitos outros se irão seguir.
Com várias proclamações afixadas nas paredes de Paris, Charles Louis anuncia a dissolução da Assembleia e uma revisão constitucional profunda com o propósito de reinstaurar um novo regime, próximo do Consulado de Bonaparte, com o regresso ao sufrágio universal masculino. Nos dias que se seguem, os levantamentos populares, incitados por personalidades políticas e outras, que haviam escapado às forças de segurança, avolumam-se nos boulevards da capital; e, num momento de grande tensão entre o exército e os manifestantes, uma qualquer faísca acendeu o rastilho imparável que levou os militares a dispararem em massa contra a população desarmada, causando centenas de mortos e feridos de ambos os lados.
Com este massacre, que vitimou sobretudo trabalhadores da classe operária, consumou-se, enfim, a guerra encarniçada entre o presidente e a Assembleia, com a vitória fulgurante do primeiro e a dissolução pela força da segunda, com a prisão de muitos dos representantes eleitos.
Revigorado com a sua extraordinária vitória, Charles Louis Bonaparte reinstitui o sufrágio universal e convoca eleições menos de três semanas após o golpe de Estado, promovendo uma fortíssima campanha de propaganda política, com uma parte do país ainda em estado de sítio e grande parte da imprensa interditada. O plebiscito, altamente manipulado, dá ao presidente uma vitória esmagadora – uma vitória que muitos acreditam não ser substancialmente diferente da que lhe teria, de facto, outorgado o povo francês, se a eleição tivesse decorrido de forma plenamente democrática.
Plena ou não, é através da democracia e do plebiscito que a Segunda República, transformada pela revisão constitucional de 1852 em República consular[2], irá rapidamente dar lugar ao Segundo Império. Legislando de mãos livres, Charles Louis promove eleições para uma nova Assembleia, nas quais os candidatos apoiados pelo presidente obtêm uma maioria esmagadora; depois, procura o apoio popular percorrendo o país e confortando-se na vontade do povo para reinstituir o Império e o princípio monárquico.
Em outubro daquele ano de 1852, regressado a Paris, Charles Louis é recebido em ovação, com bandeiras a proclamar “Napoleão III, Imperador”. Poucas semanas mais tarde, o Senado aprova o restabelecimento do Império que os franceses confirmarão nas urnas por uma maioria, uma vez mais, esmagadora.
E assim, o Príncipe-presidente Louis-Napoléon Bonaparte, eleito pelo povo, torna-se, a 2 de dezembro de 1852, no aniversário da coroação de Napoleão I pelo papa Pio VII, “Napoléon III, Empereur des Français”. É o ponto final na breve e agitada Segunda República, e o início do Segundo Império.
La Gloriosa e o Despacho de Ems
Mas a história que aqui nos interessa começa duas décadas mais tarde, naqueles que viriam a ser os últimos meses do reinado de Charles Louis, quando, a 15 de julho de 1870, o Parlamento, eleito no ano anterior, vota favoravelmente a legislação que irá permitir à França declarar guerra à Prússia.
As razões desta guerra parecem verdadeiramente menores, espoletadas por pequeno incidente geopolítico e por uma sucessão de equívocos diplomáticos habilmente orquestrados pelo chanceler prussiano, Otto von Bismarck.
O incidente é simples. O trono de Espanha estava vago desde 1868, na sequência da revolução “septembrina” (La Gloriosa) que tinha levado à deposição e ao exílio, em França, da rainha Isabel II. Os revolucionários agrupavam fações diversas da sociedade (liberais, republicanos e outros), cada uma das quais com uma visão diferente do que poderia ser o futuro do país que, aliás, não implicava necessariamente uma mudança de regime. Rejeitada a ideia de instituir uma República em Espanha, havia que escolher um novo soberano que simultaneamente respeitasse a constituição e desse continuidade à monarquia.
Mas quem poderia ocupar o trono? Uma possibilidade seria Dom Fernando II, Rei consorte da Rainha Dona Maria II de Portugal. No entanto, após a morte desta última, em 1853, e após dois anos de regência, Dom Fernando, que tinha passado o trono ao seu filho, coroado como Dom Pedro V, desejava afastar-se doravante da política ativa, declinando assim, amavelmente, a coroa espanhola que lhe era oferecida, como o tinha sido a coroa grega, 6 anos antes.
É neste impasse que um aristocrata prussiano, Leopoldo, Príncipe de Hohenzollern, primo de Guilherme I da Prússia, apresenta a sua candidatura ao trono de Espanha.
Esta candidatura, a simples possibilidade de um príncipe da Prússia ocupar o trono madrileno, deixou o Imperador e o governo francês furiosos, antecipando o cenário de uma França cercada por prussianos, a Leste e a Oeste, lembrando tempos antigos – os de Carlos Quinto e do cerco da França pelos Habsburgos… O desequilíbrio geopolítico que daí adviria era simplesmente inaceitável para Napoleão III, que imediatamente exigiu a retirada da candidatura e o afastamento de Leopoldo, Príncipe de Hohenzollern, do processo de sucessão à coroa de Espanha.
A reação francesa terá sido emotiva e exagerada. O mais pequeno sinal de conflito acendeu rapidamente a verve nacionalista e a rivalidade com a Prússia, que vinha de longa data. O príncipe Leopoldo apressou-se a retirar a sua candidatura ao trono espanhol; mas Paris exigia mais, desejando obter de Guilherme I a promessa de que, em definitivo, não haveria quaisquer novas candidaturas, ou seja, de que a Prússia se ateria estritamente às fronteiras do seu território, abstendo-se de novas ameaças ao Império francês.
É aqui que entra a sagacidade ímpar do chanceler Bismarck. Homem de estado ao leme da causa prussiana, Bismarck tinha como desígnio último a unificação dos diversos estados germânicos (com a possível exceção da Áustria) sob uma mesma bandeira. E nada melhor que um conflito com a França, atiçando o fervor nacionalista, para agregar os germânicos numa unidade política, num desígnio comum.
É assim que tem lugar o famoso episódio de Ems, uma estância termal nas margens do rio Lano, uns 200 quilómetros a leste do Luxemburgo, onde, num agradável passeio estival, Guilherme I da Prússia se faz interpelar pelo embaixador francês que lhe pede uma garantia de que jamais permitirá qualquer nova candidatura de um príncipe prussiano à coroa espanhola. O rei, a banhos, considera a interpelação inoportuna, recusa-se a dar garantias futuras e definitivas e faz saber ao impertinente embaixador que, tendo o príncipe retirado a sua candidatura, o assunto estava arrumado e que não haveria razões para o voltar a receber por este assunto.
Tudo isto é transmitido a Bismarck num telegrama que o Rei incumbe o seu conselheiro diplomático de enviar ao chanceler. Chanceler que aproveita a ocasião e rescreve o conteúdo do telegrama, de uma forma ao mesmo tempo exata mas um pouco insidiosa, sublinhando, na ordem da mensagem, a seca recusa do rei em voltar a receber o embaixador francês e deixando pairar subtilmente a dúvida sobre as intenções da Prússia no assunto. Esta “tradução” do episódio é enviada por Bismarck a todas as chancelarias europeias, à imprensa e às agências noticiosas, acendendo, em França, o rastilho de um nacionalismo ferido no seu orgulho: agitação das massas em Paris; ataques à embaixada da Prússia pela vergonhosa afronta; intenção do governo em responder com ameaças de guerra ao incidente diplomático e a imprensa, na sua maioria, a apelar às armas para defender a honra da nação.
A conversa do Rei com o embaixador, na pacata estância termal, tem lugar a 13 de julho; a 15, o Parlamento vota a legislação necessária ao conflito armado; e a 19 de julho daquele ano de 1870 a França declara guerra à Prússia.
A reação francesa terá sido muito emotiva, exagerada e pouco prudente. Pelo contrário, a cilada diplomática de Bismarck revelou-se uma jogada de mestre: compreendeu o momento; sabia da agitação nacionalista dos franceses – mais da imprensa e das ruas, aliás, do que do próprio governo – e estava perfeitamente seguro da superioridade militar da Prússia.
O resultado foi clamoroso: a França foi humilhada pelas armas. As tropas, em número muito inferior ao necessário, foram dirigidas por Napoleão III em pessoa – que, infelizmente para os franceses, não tinha no campo de batalha o génio tático do seu tio. Do outro lado do Reno, a Prússia tinha juntado as tropas da Confederação da Alemanha do Norte, constituída por 22 pequenos estados, às forças militares dos estados germânicos do Sul (a Baviera, o Reino de Württemberg e os Grão-Ducados de Baden e Hesse), agregando, como Bismarck tinha idealizado, os vários territórios germânicos sob uma causa comum.
O conflito tinha sido iniciado com a declaração de guerra, a 19 de julho; três semanas mais tarde, a guerra era já dada como perdida por Napoleão III, que acaba por ser feito prisioneiro na batalha de Sedan, após a rendição das tropas francesas chefiadas pelo marechal Mac-Mahon. É assinada a capitulação pelos chefes militares, submetendo as tropas francesas, que entregam as armas aos vencedores e são confinadas numa zona cercada pelo rio Mosa, numa espécie de prisão a céu aberto sem quaisquer condições ou alimentos – uma zona que ficou conhecida como “Le camp de la misère” (“o campo da miséria”) onde muitos viriam a morrer de fome, de ferimentos, de doenças, humilhados pelas tropas vencedoras que as mantinham cativas.
Mas a capitulação de Napoleão III precipita novos desenvolvimentos políticos: rendido o imperador no campo de batalha, Paris apressa-se a pôr termo ao Império, a proclamar uma nova República – a Terceira – e a formar um Governo de Defesa Nacional. E se o Império cai, a República, essa, recusa-se a capitular, o que irá dar lugar ao deslocamento das tropas germânicas para oeste, em direção à capital francesa, a novas batalhas que se arrastam pelo outono e pelo início do inverno, e ao famoso cerco e bombardeamento de Paris, com a assinatura de um armistício geral em meados de fevereiro de 1871.
Perdida a guerra, Napoleão III parte para o exílio em Inglaterra. A França entra na Terceira República perdendo a Alsácia-Lorena e vendo-se obrigada a pagar avultadas indemnizações aos vencedores, fazendo crescer uma sede revanchista que só viria a ser saciada com o fim da Primeira Guerra Mundial. Do outro lado da fronteira, cumpre-se o sonho de Bismarck de unificar os diversos estados e territórios germânicos sob uma mesma bandeira: “Deutschland über alles” – sobrepondo-se a Alemanha, como unidade política, como nação, à miríade de estados e territórios até então independentes. Nasce o “Segundo Reich”, que se irá estender até ao final da Primeira Guerra, em 1918, com a assinatura do Tratado de Versalhes – aquela mesma Versalhes que em 1871, findo o cerco de Paris, vê Guilherme I da Prússia aclamado Imperador da nova Alemanha Imperial.
A resposta da Cultura – o nacionalismo musical
Do ponto de vista da História da Música, tudo isto nos interessa porque, com a clamorosa derrota e humilhação da França na Guerra Franco-Prussiana de 1870/71, o país de César Franck, de Camille Saint-Saëns e de Gabriel Fauré conheceu um profundo movimento nacionalista que, no plano da vida musical, levou à constituição da Société nationale de musique – a 25 de fevereiro de 1871, imagine-se: escassos 10 dias após a assinatura do armistício geral que selava a capitulação da França!
O contexto é compreensível, se considerarmos que, no meio musical francês daquele terceiro quartel do século XIX, predominava, na realidade, a música germânica, com as grandes obras de Beethoven em primeiro plano nos concertos sinfónicos.
Na sua entrada sobre a Société nationale de musique, na “Nova História da Música em França”, o musicólogo Michel Duchesneau escreve o seguinte:
A Sociedade Nacional de Música é fundada quando a França estava ainda abalada pelas convulsões da Guerra Franco-Prussiana. Após a derrota do exército francês em Sedan e a captura do imperador Napoleão III a 2 de setembro de 1870, as tropas prussianas ocuparam parte do território e sitiaram Paris entre setembro de 1870 e março de 1871. Os parisienses resistiram durante quatro meses, mas sofrem tanto com os bombardeamentos como com a fome. Serão defendidos por cidadãos que se alistam na Guarda Nacional, que contará, entre outros, com o jovem compositor Vincent d’Indy (então com 20 anos de idade). Quando as tropas prussianas levantam o cerco da cidade, o governo de Adolphe Thiers decide desarmar Paris. O resultado é uma verdadeira revolta de parisienses que não confiam num governo que cedeu à Prússia e que, além disso, é composto principalmente por monárquicos. A cidade torna-se palco de uma insurreição armada (“a Comuna de Paris”), brutalmente reprimida em maio de 1871 pelas tropas fiéis ao governo de Thiers. Foi nessa atmosfera que a Sociedade Nacional de Música foi criada, oficialmente a 25 de fevereiro de 1871. Adotando o lema «Ars gallica», constituiu simultaneamente um ato nacionalista por parte dos músicos e uma tomada de posição assegurando o futuro das suas obras. Esses músicos são [entre outros] os compositores César Franck, Camille Saint-Saëns, Jules Massenet [e] Gabriel Fauré.[3]
Num primeiro momento, a Société nationale de musique concentrar-se-á exclusivamente na música dos compositores franceses, excluindo estrangeiros e apoiando a criação musical nacional.
E se a cena musical em França tinha sido dominada pela ópera nas décadas anteriores, ao longo dos anos 1870 iremos assistir a uma extraordinária profusão de música instrumental, nomeadamente a partir do concerto inaugural da Sociedade, com obras de Massenet, Saint-Saëns e Fauré, entre outros, em jeito de manifesto, na Sala Pleyel, a 17 de novembro de 1871.
Como irá mais tarde testemunhar Gabriel Fauré, na primeira pessoa: a verdade é que até 1870 nunca teríamos sonhado compor uma sonata ou um quarteto. Naquela época não era possível a um compositor fazer-se ouvir com esse tipo de obras. O que me incitou [a escrever música de câmara foi] a fundação da Société nationale de musique por Saint-Saëns em 1871, com o objetivo primordial de dar a ouvir obras de jovens compositores.
O curioso é que vários destes compositores, apesar do nacionalismo e da defesa intransigente da música francesa, eram diretamente influenciados pela tradição instrumental germânica. É o caso de Fauré e dos seus dois magníficos Quartetos com Piano: o Primeiro, em Dó Menor, Op. 15, escrito na segunda metade dos anos 1870, e o Segundo, em Sol Menor (como o primeiro Quarteto com Piano de Mozart), Op. 45, provavelmente escrito em 1886 e estreado em janeiro de 1887 pela Société nationale de musique – a mesma que, doze anos antes, dera a ouvir o Segundo Quarteto com Piano, Op. 41, de Saint-Saëns, estreado e publicado em 1875. São obras nas quais o cultivar de uma linguagem musical francesa não obscurece a influência da tradição germânica e o grande precedente de Schumann que três, quatro décadas antes, estabelecera o modelo do Quarteto com Piano Romântico.
Se a derrota da França, no início dos anos 1870, levou a uma resposta vigorosa da Cultura à ameaça à soberania nacional; se foi, sem dúvida, o catalisador de uma criação musical intensa, consciente da sua necessidade e apostada na sua diferenciação; a verdade é que o seu estilo e a sua linguagem permaneciam permeáveis a uma influência que se impusera desde o Classicismo Vienense, em finais do século anterior. Só os compositores das gerações seguintes, como Debussy e Ravel, conseguirão clarificar a fronteira estética e criar uma sintaxe própria, original e inconfundível, a oeste da futura Linha Maginot.
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[1] O presente texto corresponde ao guião do programa radiofónico O Véu Diáfano, do autor, na Antena 2 da Radiodifusão Portuguesa, nos dias 1 e 3 de maio de 2022.
[2] Numa palavra, disse a mim mesmo: uma vez que a França, desde há cinquenta anos, funciona exclusivamente com base na organização administrativa, militar, judiciária, religiosa, financeira do Consulado e do Império, por que não adotar também as instituições políticas daquele Tempo? Criadas pelo mesmo pensamento, devem afirmar nelas o mesmo caráter de nacionalidade e de utilidade prática. (…) [A] Revolução nada fundou de definitivo. É o Primeiro Cônsul quem restabelece a unidade, a hierarquia e os verdadeiros princípios de governo. Eles ainda estão em vigor. In: « Proclamação de Louis Napoléon, Presidente da República, ao povo francês », preâmbulo à Constituição de 1852
[3] Michel Duchesneau, a Société nationale de musique, em “Nova História da Música em França”, março de 2020.




