Fotografia-de-Raphael-Brasileiro_para-Pexels-5

A derrota da França, em 1871, como catalisador do Nacionalismo Musical Francês [1]

No dia 15 de julho de 1870, o Parlamento francês, eleito no ano anterior, votou favoravelmente a legislação que, 4 dias mais tarde, permitiu à França declarar guerra à Prússia.

Estávamos em pleno Segundo Império. Vinte anos antes, Charles Louis Napoléon Bonaparte, sobrinho e herdeiro de Napoleão I, tinha sido eleito Presidente da França, no dealbar da Segunda República, em dezembro de 1848, concentrando a extraordinária legitimidade de ser o primeiro chefe de estado francês eleito por sufrágio universal (masculino) e, simultaneamente, o herdeiro de Napoleão, ou seja: reunia na sua pessoa os princípios republicanos e a hereditariedade monárquica.

A Segunda República francesa e a presidência de Charles Louis, a partir de dezembro de 1848, ficariam marcadas por uma grande agitação política, emanada das diferentes fações (orleanistas, legitimistas e outras) que se confrontavam e a que davam expressão os deputados da Assembleia Nacional.

Por outro lado, a Constituição da Segunda República, promulgada na véspera da eleição de 1848, estabelecia o princípio do mandato único, impedindo o presidente de vir a recandidatar-se quatro anos mais tarde, em finais de 1852. Antecipando a questão, o governo chega a propor à Assembleia uma revisão constitucional com o propósito de um alargamento extraordinário do mandato presidencial, a possibilidade de reeleição e a reinstituição do sufrágio universal, entretanto revogado pela lei eleitoral de 1850.

A ideia é acolhida com hostilidade, num primeiro momento, mas, aos poucos, vai sendo tolerada pelos deputados, tendo em conta o apoio popular ao presidente. A verdade, no entanto, é que esta reforma constitucional não chega a passar na Assembleia, ficando os votos favoráveis aquém dos três quartos necessários à sua aprovação. O mandato presidencial deveria terminar em finais de 1852 e Charles Louis via-lhe juridicamente vedada a possibilidade de reeleição.

Fracassada a ideia de uma revisão constitucional, naquele terceiro ano da Segunda República, o presidente tenta persuadir a Assembleia a votar uma nova lei eleitoral, o que provoca a demissão de uma série de ministros e a formação de um novo governo que rapidamente se empenha em reforçar os vínculos de lealdade do exército e das forças de segurança. Por seu lado, a Assembleia arrisca uma iniciativa legislativa que, na prática, colocaria o exército às suas ordens, ultrapassando o governo e o presidente. Com isto, provoca a ira de Charles Louis, que se convence da necessidade inadiável de um golpe de Estado – um golpe que deveria ter lugar no simbólico dia 2 de dezembro, duplo aniversário da coroação de Napoleão I, em 1804, e da vitória na Batalha de Austerlitz, em 1805.

O golpe deflagra na noite de 1 para 2 de dezembro daquele ano de 1851, com o exército a ocupar uma série de locais-chave na capital francesa, interditando grande parte da imprensa republicana e procedendo à prisão de dezenas de pessoas, entre as quais uma série de deputados e homens políticos. Muitos outros se irão seguir.

Com várias proclamações afixadas nas paredes de Paris, Charles Louis anuncia a dissolução da Assembleia e uma revisão constitucional profunda com o propósito de reinstaurar um novo regime, próximo do Consulado de Bonaparte, com o regresso ao sufrágio universal masculino. Nos dias que se seguem, os levantamentos populares, incitados por personalidades políticas e outras, que haviam escapado às forças de segurança, avolumam-se nos boulevards da capital; e, num momento de grande tensão entre o exército e os manifestantes, uma qualquer faísca acendeu o rastilho imparável que levou os militares a dispararem em massa contra a população desarmada, causando centenas de mortos e feridos de ambos os lados.

Com este massacre, que vitimou sobretudo trabalhadores da classe operária, consumou-se, enfim, a guerra encarniçada entre o presidente e a Assembleia, com a vitória fulgurante do primeiro e a dissolução pela força da segunda, com a prisão de muitos dos representantes eleitos.

Revigorado com a sua extraordinária vitória, Charles Louis Bonaparte reinstitui o sufrágio universal e convoca eleições menos de três semanas após o golpe de Estado, promovendo uma fortíssima campanha de propaganda política, com uma parte do país ainda em estado de sítio e grande parte da imprensa interditada. O plebiscito, altamente manipulado, dá ao presidente uma vitória esmagadora – uma vitória que muitos acreditam não ser substancialmente diferente da que lhe teria, de facto, outorgado o povo francês, se a eleição tivesse decorrido de forma plenamente democrática.

Plena ou não, é através da democracia e do plebiscito que a Segunda República, transformada pela revisão constitucional de 1852 em República consular[2], irá rapidamente dar lugar ao Segundo Império. Legislando de mãos livres, Charles Louis promove eleições para uma nova Assembleia, nas quais os candidatos apoiados pelo presidente obtêm uma maioria esmagadora; depois, procura o apoio popular percorrendo o país e confortando-se na vontade do povo para reinstituir o Império e o princípio monárquico.

Em outubro daquele ano de 1852, regressado a Paris, Charles Louis é recebido em ovação, com bandeiras a proclamar “Napoleão III, Imperador”. Poucas semanas mais tarde, o Senado aprova o restabelecimento do Império que os franceses confirmarão nas urnas por uma maioria, uma vez mais, esmagadora.

E assim, o Príncipe-presidente Louis-Napoléon Bonaparte, eleito pelo povo, torna-se, a 2 de dezembro de 1852, no aniversário da coroação de Napoleão I pelo papa Pio VII, “Napoléon III, Empereur des Français”. É o ponto final na breve e agitada Segunda República, e o início do Segundo Império.

La Gloriosa e o Despacho de Ems

Mas a história que aqui nos interessa começa duas décadas mais tarde, naqueles que viriam a ser os últimos meses do reinado de Charles Louis, quando, a 15 de julho de 1870, o Parlamento, eleito no ano anterior, vota favoravelmente a legislação que irá permitir à França declarar guerra à Prússia.

As razões desta guerra parecem verdadeiramente menores, espoletadas por pequeno incidente geopolítico e por uma sucessão de equívocos diplomáticos habilmente orquestrados pelo chanceler prussiano, Otto von Bismarck.

O incidente é simples. O trono de Espanha estava vago desde 1868, na sequência da revolução “septembrina” (La Gloriosa) que tinha levado à deposição e ao exílio, em França, da rainha Isabel II. Os revolucionários agrupavam fações diversas da sociedade (liberais, republicanos e outros), cada uma das quais com uma visão diferente do que poderia ser o futuro do país que, aliás, não implicava necessariamente uma mudança de regime. Rejeitada a ideia de instituir uma República em Espanha, havia que escolher um novo soberano que simultaneamente respeitasse a constituição e desse continuidade à monarquia.

Mas quem poderia ocupar o trono? Uma possibilidade seria Dom Fernando II, Rei consorte da Rainha Dona Maria II de Portugal. No entanto, após a morte desta última, em 1853, e após dois anos de regência, Dom Fernando, que tinha passado o trono ao seu filho, coroado como Dom Pedro V, desejava afastar-se doravante da política ativa, declinando assim, amavelmente, a coroa espanhola que lhe era oferecida, como o tinha sido a coroa grega, 6 anos antes.

É neste impasse que um aristocrata prussiano, Leopoldo, Príncipe de Hohenzollern, primo de Guilherme I da Prússia, apresenta a sua candidatura ao trono de Espanha.

Esta candidatura, a simples possibilidade de um príncipe da Prússia ocupar o trono madrileno, deixou o Imperador e o governo francês furiosos, antecipando o cenário de uma França cercada por prussianos, a Leste e a Oeste, lembrando tempos antigos – os de Carlos Quinto e do cerco da França pelos Habsburgos… O desequilíbrio geopolítico que daí adviria era simplesmente inaceitável para Napoleão III, que imediatamente exigiu a retirada da candidatura e o afastamento de Leopoldo, Príncipe de Hohenzollern, do processo de sucessão à coroa de Espanha.

A reação francesa terá sido emotiva e exagerada. O mais pequeno sinal de conflito acendeu rapidamente a verve nacionalista e a rivalidade com a Prússia, que vinha de longa data. O príncipe Leopoldo apressou-se a retirar a sua candidatura ao trono espanhol; mas Paris exigia mais, desejando obter de Guilherme I a promessa de que, em definitivo, não haveria quaisquer novas candidaturas, ou seja, de que a Prússia se ateria estritamente às fronteiras do seu território, abstendo-se de novas ameaças ao Império francês.

É aqui que entra a sagacidade ímpar do chanceler Bismarck. Homem de estado ao leme da causa prussiana, Bismarck tinha como desígnio último a unificação dos diversos estados germânicos (com a possível exceção da Áustria) sob uma mesma bandeira. E nada melhor que um conflito com a França, atiçando o fervor nacionalista, para agregar os germânicos numa unidade política, num desígnio comum.

É assim que tem lugar o famoso episódio de Ems, uma estância termal nas margens do rio Lano, uns 200 quilómetros a leste do Luxemburgo, onde, num agradável passeio estival, Guilherme I da Prússia se faz interpelar pelo embaixador francês que lhe pede uma garantia de que jamais permitirá qualquer nova candidatura de um príncipe prussiano à coroa espanhola. O rei, a banhos, considera a interpelação inoportuna, recusa-se a dar garantias futuras e definitivas e faz saber ao impertinente embaixador que, tendo o príncipe retirado a sua candidatura, o assunto estava arrumado e que não haveria razões para o voltar a receber por este assunto.

Tudo isto é transmitido a Bismarck num telegrama que o Rei incumbe o seu conselheiro diplomático de enviar ao chanceler. Chanceler que aproveita a ocasião e rescreve o conteúdo do telegrama, de uma forma ao mesmo tempo exata mas um pouco insidiosa, sublinhando, na ordem da mensagem, a seca recusa do rei em voltar a receber o embaixador francês e deixando pairar subtilmente a dúvida sobre as intenções da Prússia no assunto. Esta “tradução” do episódio é enviada por Bismarck a todas as chancelarias europeias, à imprensa e às agências noticiosas, acendendo, em França, o rastilho de um nacionalismo ferido no seu orgulho: agitação das massas em Paris; ataques à embaixada da Prússia pela vergonhosa afronta; intenção do governo em responder com ameaças de guerra ao incidente diplomático e a imprensa, na sua maioria, a apelar às armas para defender a honra da nação.

A conversa do Rei com o embaixador, na pacata estância termal, tem lugar a 13 de julho; a 15, o Parlamento vota a legislação necessária ao conflito armado; e a 19 de julho daquele ano de 1870 a França declara guerra à Prússia.

A reação francesa terá sido muito emotiva, exagerada e pouco prudente. Pelo contrário, a cilada diplomática de Bismarck revelou-se uma jogada de mestre: compreendeu o momento; sabia da agitação nacionalista dos franceses – mais da imprensa e das ruas, aliás, do que do próprio governo – e estava perfeitamente seguro da superioridade militar da Prússia.

O resultado foi clamoroso: a França foi humilhada pelas armas. As tropas, em número muito inferior ao necessário, foram dirigidas por Napoleão III em pessoa – que, infelizmente para os franceses, não tinha no campo de batalha o génio tático do seu tio. Do outro lado do Reno, a Prússia tinha juntado as tropas da Confederação da Alemanha do Norte, constituída por 22 pequenos estados, às forças militares dos estados germânicos do Sul (a Baviera, o Reino de Württemberg e os Grão-Ducados de Baden e Hesse), agregando, como Bismarck tinha idealizado, os vários territórios germânicos sob uma causa comum.

O conflito tinha sido iniciado com a declaração de guerra, a 19 de julho; três semanas mais tarde, a guerra era já dada como perdida por Napoleão III, que acaba por ser feito prisioneiro na batalha de Sedan, após a rendição das tropas francesas chefiadas pelo marechal Mac-Mahon. É assinada a capitulação pelos chefes militares, submetendo as tropas francesas, que entregam as armas aos vencedores e são confinadas numa zona cercada pelo rio Mosa, numa espécie de prisão a céu aberto sem quaisquer condições ou alimentos – uma zona que ficou conhecida como “Le camp de la misère” (“o campo da miséria”) onde muitos viriam a morrer de fome, de ferimentos, de doenças, humilhados pelas tropas vencedoras que as mantinham cativas.

Mas a capitulação de Napoleão III precipita novos desenvolvimentos políticos: rendido o imperador no campo de batalha, Paris apressa-se a pôr termo ao Império, a proclamar uma nova República – a Terceira – e a formar um Governo de Defesa Nacional. E se o Império cai, a República, essa, recusa-se a capitular, o que irá dar lugar ao deslocamento das tropas germânicas para oeste, em direção à capital francesa, a novas batalhas que se arrastam pelo outono e pelo início do inverno, e ao famoso cerco e bombardeamento de Paris, com a assinatura de um armistício geral em meados de fevereiro de 1871.

Perdida a guerra, Napoleão III parte para o exílio em Inglaterra. A França entra na Terceira República perdendo a Alsácia-Lorena e vendo-se obrigada a pagar avultadas indemnizações aos vencedores, fazendo crescer uma sede revanchista que só viria a ser saciada com o fim da Primeira Guerra Mundial. Do outro lado da fronteira, cumpre-se o sonho de Bismarck de unificar os diversos estados e territórios germânicos sob uma mesma bandeira: “Deutschland über alles” – sobrepondo-se a Alemanha, como unidade política, como nação, à miríade de estados e territórios até então independentes. Nasce o “Segundo Reich”, que se irá estender até ao final da Primeira Guerra, em 1918, com a assinatura do Tratado de Versalhes – aquela mesma Versalhes que em 1871, findo o cerco de Paris, vê Guilherme I da Prússia aclamado Imperador da nova Alemanha Imperial.

A resposta da Cultura – o nacionalismo musical

Do ponto de vista da História da Música, tudo isto nos interessa porque, com a clamorosa derrota e humilhação da França na Guerra Franco-Prussiana de 1870/71, o país de César Franck, de Camille Saint-Saëns e de Gabriel Fauré conheceu um profundo movimento nacionalista que, no plano da vida musical, levou à constituição da Société nationale de musique – a 25 de fevereiro de 1871, imagine-se: escassos 10 dias após a assinatura do armistício geral que selava a capitulação da França!

O contexto é compreensível, se considerarmos que, no meio musical francês daquele terceiro quartel do século XIX, predominava, na realidade, a música germânica, com as grandes obras de Beethoven em primeiro plano nos concertos sinfónicos.

Na sua entrada sobre a Société nationale de musique, na “Nova História da Música em França”, o musicólogo Michel Duchesneau escreve o seguinte:

A Sociedade Nacional de Música é fundada quando a França estava ainda abalada pelas convulsões da Guerra Franco-Prussiana. Após a derrota do exército francês em Sedan e a captura do imperador Napoleão III a 2 de setembro de 1870, as tropas prussianas ocuparam parte do território e sitiaram Paris entre setembro de 1870 e março de 1871. Os parisienses resistiram durante quatro meses, mas sofrem tanto com os bombardeamentos como com a fome. Serão defendidos por cidadãos que se alistam na Guarda Nacional, que contará, entre outros, com o jovem compositor Vincent d’Indy (então com 20 anos de idade). Quando as tropas prussianas levantam o cerco da cidade, o governo de Adolphe Thiers decide desarmar Paris. O resultado é uma verdadeira revolta de parisienses que não confiam num governo que cedeu à Prússia e que, além disso, é composto principalmente por monárquicos. A cidade torna-se palco de uma insurreição armada (“a Comuna de Paris”), brutalmente reprimida em maio de 1871 pelas tropas fiéis ao governo de Thiers. Foi nessa atmosfera que a Sociedade Nacional de Música foi criada, oficialmente a 25 de fevereiro de 1871. Adotando o lema «Ars gallica», constituiu simultaneamente um ato nacionalista por parte dos músicos e uma tomada de posição assegurando o futuro das suas obras. Esses músicos são [entre outros] os compositores César Franck, Camille Saint-Saëns, Jules Massenet [e] Gabriel Fauré.[3]

Num primeiro momento, a Société nationale de musique concentrar-se-á exclusivamente na música dos compositores franceses, excluindo estrangeiros e apoiando a criação musical nacional.

E se a cena musical em França tinha sido dominada pela ópera nas décadas anteriores, ao longo dos anos 1870 iremos assistir a uma extraordinária profusão de música instrumental, nomeadamente a partir do concerto inaugural da Sociedade, com obras de Massenet, Saint-Saëns e Fauré, entre outros, em jeito de manifesto, na Sala Pleyel, a 17 de novembro de 1871.

Como irá mais tarde testemunhar Gabriel Fauré, na primeira pessoa: a verdade é que até 1870 nunca teríamos sonhado compor uma sonata ou um quarteto. Naquela época não era possível a um compositor fazer-se ouvir com esse tipo de obras. O que me incitou [a escrever música de câmara foi] a fundação da Société nationale de musique por Saint-Saëns em 1871, com o objetivo primordial de dar a ouvir obras de jovens compositores.

O curioso é que vários destes compositores, apesar do nacionalismo e da defesa intransigente da música francesa, eram diretamente influenciados pela tradição instrumental germânica. É o caso de Fauré e dos seus dois magníficos Quartetos com Piano: o Primeiro, em Dó Menor, Op. 15, escrito na segunda metade dos anos 1870, e o Segundo, em Sol Menor (como o primeiro Quarteto com Piano de Mozart), Op. 45, provavelmente escrito em 1886 e estreado em janeiro de 1887 pela Société nationale de musique – a mesma que, doze anos antes, dera a ouvir o Segundo Quarteto com Piano, Op. 41, de Saint-Saëns, estreado e publicado em 1875. São obras nas quais o cultivar de uma linguagem musical francesa não obscurece a influência da tradição germânica e o grande precedente de Schumann que três, quatro décadas antes, estabelecera o modelo do Quarteto com Piano Romântico.

Se a derrota da França, no início dos anos 1870, levou a uma resposta vigorosa da Cultura à ameaça à soberania nacional; se foi, sem dúvida, o catalisador de uma criação musical intensa, consciente da sua necessidade e apostada na sua diferenciação; a verdade é que o seu estilo e a sua linguagem permaneciam permeáveis a uma influência que se impusera desde o Classicismo Vienense, em finais do século anterior. Só os compositores das gerações seguintes, como Debussy e Ravel, conseguirão clarificar a fronteira estética e criar uma sintaxe própria, original e inconfundível, a oeste da futura Linha Maginot.

 

_

[1] O presente texto corresponde ao guião do programa radiofónico O Véu Diáfano, do autor, na Antena 2 da Radiodifusão Portuguesa, nos dias 1 e 3 de maio de 2022.

 

[2] Numa palavra, disse a mim mesmo: uma vez que a França, desde há cinquenta anos, funciona exclusivamente com base na organização administrativa, militar, judiciária, religiosa, financeira do Consulado e do Império, por que não adotar também as instituições políticas daquele Tempo? Criadas pelo mesmo pensamento, devem afirmar nelas o mesmo caráter de nacionalidade e de utilidade prática. (…) [A] Revolução nada fundou de definitivo. É o Primeiro Cônsul quem restabelece a unidade, a hierarquia e os verdadeiros princípios de governo. Eles ainda estão em vigor. In: « Proclamação de Louis Napoléon, Presidente da República, ao povo francês », preâmbulo à Constituição de 1852

[3] Michel Duchesneau, a Société nationale de musique, em “Nova História da Música em França”, março de 2020.

Relacionados

Simpatia Inacabada #10
Filosofia e História
Alda Rodrigues

Simpatia Inacabada #10

APANHAR AMORAS #2   Tudo existe para se transformar em palavras? Nós próprios podemos ser só respiração que deseja transformar-se noutra coisa. Em vez de falarmos em voz alta, murmuramos, como a água a correr, os ramos das árvores ao vento, as abelhas e outros insectos. Música do sentido? No

Ler »
Dicas de beleza para futuros falecidos
Boa Vida
Rafaela Ferraz

Dicas de beleza para futuros falecidos

Há duas fases da vida em que se torna absolutamente essencial ter uma rotina de cuidados de pele: a vida propriamente dita, e depois a morte. Felizmente, a indústria da beleza fatura cerca de 98 mil milhões de dólares por ano nos EUA, a indústria funerária 23 mil milhões, e

Ler »
George Carlin e a Verdade na Comédia
Artes Performativas
Pedro Goulão

George Carlin e a Verdade na Comédia

“Dentro de cada cínico, existe um idealista desiludido” Quando comecei a escrever na Almanaque, o Vasco M. Barreto pediu-me que não escrevesse sobre o estafado tema dos limites do humor. Aceitei, mesmo tendo em conta que isso era um limite ao humor, pelo menos o meu, e que alguns números

Ler »