
A água
Tinha a certeza. Desde sempre acreditara que, com o passar dos anos e a aproximação da morte, as pessoas mirram, perdem volume, encolhem. Quase como se pedissem licença antecipada para partirem, deixando um espaço vazio. Retirando-se com delicadeza, reduzindo aos poucos a sua presença, o seu lugar. Foi nisso que pensou quando o viu. Estava ali a prova. E tão estranha surgiu a constatação, tão contraditória com o medo que de si se apossava, que



















